



Glenn Marcus Murcutt, precedeu John Utzon, Zaha Hadid e Tom Mayne respectivamente, na atribuição do Prémio Pritzker, sendo na minha opinião o mais Original e Honesto Arquitecto dos últimos quatro laureados.
A sua situação enquanto Arquitecto, principalmente no trabalho de ateliê, é por si só insólita, dado que trabalha sem colaboradores, deduzindo todo o trabalho individualmente, sem a contra opinião e com a acuidade ao detalhe que transparece nas suas obras; a sua vida é a margem do Star System dos Arquitectos High-End e as suas encomendas, numa dada maioria de pequena escala, subordinada ao tema da Casa da Família.
Todos os seus trabalhos resultam de um acondicionamento ao local, não como simples afloramento de Genius Locci, mas antes como obdiência ao prossuposto que a casa é subordinada ao local, como um interface de troca que procura a harmonia funcional, em aspectos muitas vezes secundados (neste arquitecto de primeira importância) como o Clima, Topografia, Ecologia, Aproveitamento de Águas, Mazimização dos Ganhos Solares, factores que concorrem para a auto-suficiência da Habitação na sua dependência local.
Mies Van Der Rohe e Alvar Aalto, são as citadas fontes para o seu trabalho, bem mascaradas enquanto referências, dada a originalidade na resolução dos seus edifícios, que obdecem a resposta locais, anteriores a qualquer sensibilidade estética. O metal oxidado, é o seu material por excelência, que encontra a sua nobreza pelo laivos que a natureza lhe confere temporalmente, o seu uso, é articulado com um invulgar detalhe, só conseguido por alguém que tem um controlo totalitário sobre a sua obra.